Postagens

OCriS - Atividades do segundo semestre de 2019

Imagem
Participe! Estão abertas as inscrições para as atividades da Oficina de Criatividade Sonora do segundo semestre de 2019. Oficina de Criatividade Sonora A Oficina de Criatividade Sonora (OCriS) é um projeto de extensão da Universidade Federal do Tocantins, coordenado pelo Prof. Dr. Heitor Oliveira. O projeto desenvolve atividades para troca de saberes e construção de práticas em processos criativos sonoros e musicais, nas mais diversas vertentes. Este semestre, a OCriS oferece três tipos de atividades diferentes. Confira as propostas, escolha de acordo com seu(s) interesse(s) e faça sua inscrição. 1. Som Colaborativo #1 - [Edição] Imagens de arquivo INSCRIÇÕES (clique aqui) Dia/horário: Quartas-feiras, 14h30-16h30 Período: 4 de Setembro a 20 de Novembro de 2019 Local: UFT Palmas, bloco B, sala 7 Carga horária: 30h Vagas: 12 Primeira edição do ateliê de improvisação e (re)criação sonora/musical colaborativa e experimental da OCriS. Troca de saberes sobre escuta ...

Vozes 2019-1

Imagem
Durante o semestre letivo 2019-1, uma atividade prática promoveu a interface entre ensino e extensão, abordando um mesmo material sonoro sob dois pontos de vista complementares. Na disciplina Técnicas de Expressão Vocal e Canto, os estudantes foram solicitados a gravar relatos, narrativas simples retiradas de suas próprias experiências de vida. Na própria disciplina, esse exercício funcionou como apresentação e abordagem inicial da temática da primeira unidade do conteúdo programático: voz e identidade. O material é riquíssimo e favoreceu a compreensão de categorias para o estudo da voz, além de ser o ponto de partida para desenvolvimento e orientação das práticas vocais dos estudantes. Na Oficina de Criatividade Sonora, parte do mesmo material foi retomado sob a perspectiva da recriação. Aqui, a escuta semântica, do sentido do relato, foi aliada à escuta reduzida, buscando identificar as características do material sonoro vocal. Em seguida, técnicas de processamento, edi...

Cantor(a)-compositor(a)

Imagem
A figura do cantor-cancionista (do inglês singer-songwriter ) é bastante comum na música popular urbana desde o século XX. A produção dos cancionistas frequentemente demonstra uma conexão íntima entre proposta estética e expressão pessoal. Mesmo que alguns deles não sejam considerados exímios cantores, suas interpretações das próprias canções continuam a ser respeitadas e apreciadas devido à marca de sua subjetividade. No Brasil, esses artistas têm sido inclusive objeto de importantes estudos acadêmicos (ver, por exemplo, esse livro de Luiz Tatit ). A figura do(a) cantor(a)-compositor(a) tem ganhado espaço também na criação musical contemporânea mais ligada à música de concerto de tradição escrita. Pelo menos é o que se verifica na produção de alguns jovens artistas norte-americanos. Neste vídeo de  Letter to a lover ,  Gabriel Kahane , compositor-cantor, se apresenta junto a um quarteto de cordas. Na peça, é possível ouvir a idiossincrasia do artista, em uma escrit...

Da trilha à canção

Imagem
Durante a visita da equipe de Comunicação que gera a matéria sobre a Oficina de Criatividade Sonora o portal da UFT , realizada no encontro de 14 de dezembro de 2018, comecei a trabalhar com Gerlândio na gravação de linhas vocais sobre material instrumental elaborado originalmente como trilha sonora de um experimento cênico do coletivo Agulha Cenas, chamado de mindcloud . Abaixo um trecho do material original (a trilha completa tinha cerca de 11 minutos): Além dos vocais, a captação também envolveu a participação de Fabrício Ferreira como percussionista. Após o recesso, retomamos o material gravado, realizando uma edição e mixagem. Chamei essa nova versão, concluída no encontro de 25 de janeiro de 2019, de mindcloud radio edit . Para Gerlândio, "o trabalho com a edição de áudio depois [de] vários dias deu para ter uma visão do trabalho realizado anteriormente e pude perceber notas feias, fora do tom". De fato, o trabalho de edição incluiu uma seleção do mater...

Trio "Os 12 Macacos" no Villa-Lobos Festival

Imagem
Hoje, o meu trio para clarineta, violoncelo e piano que recebeu o subtítulo "Os 12 Macacos"  fez parte de um dos programas apresentado no fantástico festival Villa-Lobos de música de câmara, em Los Angeles. O festival, em sua quinta edição anual, visa levar a música de câmara latino-americana ao público do sul da Califórnia. No programa desta noite, os músicos Rose Chen (piano), Karl Pasch (clarineta) e Lars Hoefs (cello) interpretam também obras de Hercules Gomes, Ernani Aguiar e Astor Piazzolla. Aliás, em referência às quatro estações portenhas do mestre argentino e à minha peça, o programa foi denominado "Four seasons, twelve monkeys". Se na superfície, esse trio, escrito em 2002, soa e se performa de maneira distinta dos meus trabalhos mais recentes, determinados impulsos para formulação de figurações e estruturas harmônicas deixam transperecer uma mesma personalidade criativa. A opção por usar formas clássicas, naquele momento, era relevante para o materi...

"Desenvolvimento da percepção das vozes da harmonia"

Imagem
Espaço de trabalho da Oficina de Criatividade Sonora na sala 7 do bloco B, UFT-Palmas Em encontros nos dias 28 de setembro e 9 de novembro de 2018, explorei juntamente com o estudante Gerlandio Pereira de Morais possibilidades da criação vocal harmônica em mídia fixa. Nas primeiras conversas, ficou claro o interesse do Gerlandio pela expressão vocal. Ele traz um conhecimento intuitivo de referências vocais do canto lírico, interesse pelas sonoridades vocais e instrumentais sustentadas e experiências de exploração da reverberação acústica de sua voz em diferentes ambientes. Como primeiro exercício, experimentamos gravar, com playback , uma interpretação de Gerlandio para a ária "O mio babbino caro", de Puccini. Originalmente um lamento da personagem Lauretta na ópera Gianni Schichi , o número se popularizou como canção lírica após gravações das mais importantes sopranos do século XX e, ainda mais, como artefato independente na era da internet. Recorrendo ao seu co...

Duas perguntas com um concerto só

Imagem
As orquestras e conservatórios dedicam-se fielmente ao estudo, interpretação e difusão de obras dos grandes mestres dos séculos XVIII e XIX, tais como Haydn, Mozart e Beethoven. A tal ponto que pouco nos damos conta de questões fundamentais como: o que, de fato, significa ouvir a música de concerto europeia do período clássico hoje em dia? Por outro lado, uma grande parcela da música de concerto produzida a partir da segunda metade do século XX fica sumariamente excluída deste mesmo circuito. Pelos padrões gramaticais de organização tonal e rítmica dos materiais que caracterizam a hegemônica música clássica, essa produção mais recente tende à não-música. Mas qual o sentido expressivo das investigações sonoras dos compositores da segunda metade do século XX, frente à tradição? Esse duplo questionamento é particularmente caro aos que se dedicam à composição musical na atualidade. Entretanto, na maior parte do tempo permanecemos sem propostas claras para comunicar o senso de profundid...