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Mostrando postagens de abril, 2021

Ei, tom!

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PODCAST OCriS T03Ep08 Um piano tranquilo e sonhador. Estrutura temporal Uma das dinâmicas propostas na Oficina de Criatividade Sonora tem sido a criação a partir de materiais compartilhados por um dos participantes. No experimento que gera o resultado apresentado nesse episódio, o material inicial é uma base de piano criada por Cleyton Silva. Na escuta da participante Geizi Gonçalves, o piano "traz tranquilidade e paz, traz conforto e vontade de aprender a tocar instrumentos, além de ser muito sensível." Mas como as contribuições são individuais e independentes, os caminhos que esses experimentos tomam nem sempre são convergentes ou previsíveis.  Imagem meramente ilustrativa O princípio de criação sonora que parece mais relevante para comentar o resultado atingido nesse experimento é a ideia de uma estrutura temporal, com início, meio e fim. Uma vez estabelecida, essa estrutura admite múltiplos preenchimentos sonoros, com distintas possibilidades de timbres e intenções expres...

Pingo

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PODCAST OCriS T03Ep07 Dorivã cantando em inglês? Dorivã Essa semana, o assunto é criação de canções. A canção é o gênero musical mais difundido, constituindo a maior parte do repertório de fonogramas que, hoje em dia, estão disponíveis nas mais diversas plataformas. O processo de construção desses fonogramas de canções é colaborativo e complexo, reunindo texto, melodia, arranjo e performance vocal.  Dorivã, cancionista tocantinense Mas, na raiz do processo, está o trabalho que pesquisadores como Luiz Tatit têm chamado de cancionismo. O conceito busca capturar a particularidade dessa vertente de criatividade sonora que se manifesta em dicções pessoais, abordagens que cancionistas desenvolvem para costurar sentidos, na junção de texto e melodia. Dentro dessa temática, esse episódio traz o depoimento de Dorivã, cancionista tocantinense com relevante produção no campo da canção popular urbana regionalista. Quem é o Dorivã? Como é a sua trajetória na música? Como é o processo de trabalh...

Cachoeira e carrinhos

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PODCAST OCriS T03Ep06 Mais um passeio sonoro: som, espaço e afeto. Som, espaço e afeto Em um texto que lemos com a turma do Curso de Música EaD da UFT, o compositor brasileiro Paulo Chagas lança mão de uma discussão fenomenológica para apontar um dos fundamentos do fenômeno sonoro e da música: a simultaneidade de eventos sonoros. Na tessitura de diferentes escalas temporais, se entrelaçam: a identificação de sons pontuais, a integração de sons pontuais em gestos sonoros e a compreensão de sequências descritivas/narrativas. Chagas destaca ainda a relevância do afeto na construção dessa percepção temporal dos sons, apresentando também uma escala em três níveis: a emoção relacionada à percepção de mudanças tonais pontuais; o afeto como uma disposição em uma sequência de ações; o humor como um estado que corresponde à descrição narrativa ao longo do tempo. Essa abordagem fenomenológica é complementada pela noção de corporalidade. Para compreender a noção de espaço nas experiências sonoras ...

Adeus

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PODCAST OCriS T03Ep05 Letra e música, mas fragmentadas  Na música popular urbana, essa que domina os meios de comunicação e as plataformas digitais, o repertório é composto quase que integralmente de canções, ou seja, obras que combinam letra, música e performance. A prática da criação de canções está imersa em referenciais consagrados, que fazem parte de uma experiência compartilhada desse repertório. Assim, os gêneros, a instrumentação, os timbres vocais e demais elementos sonoros, todos possuem associações mais ou menos consensuais, por mais variadas e maleáveis que possam ser as propostas criativas dos cancionistas. Imagem meramente ilustrativa. Nesse episódio, apresento o resultado de um experimento em que a relação entre letra e música, foi abordada de uma maneira propositalmente fragmentada. Geizi Gonçalves Marinho, uma das participantes da Oficina, compartilhou com os colegas uma letra de canção intitulada "Adeus". Solicitei que os outros participantes respondessem en...