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Mostrando postagens de 2017

Estreia no Instituto Goethe, Porto Alegre-RS

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Mostra de novos compositores fechando a programação das Quintas Musicais 2017, em Porto Alegre-RS. Excelente iniciativa do Instituto Goethe, com curadoria do colega Julio Herrlein. No programa, estreia da minha composição  I saw them together - I heard them together  (2017), para trio. Interpretação do Trio Capitólio: Gina Arantxa (flauta), Filipe Barcellos (clarinete) e Ingrid Locks (saxofone). Com aproximadamente 10 minutos de duração, a peça apresenta uma estrutura de ações, cujo sentido musical e cênico é construído paralelamente.

"...Gerações..." em repertório de recital de doutorado

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No final de semana passado, a peça As Gerações dos Mortais Assemelham-se às Folhas das Árvores  recebeu mais uma performance. Dessa vez, como parte do programa do terceiro recital de doutorado do Dario. O destaque da ocasião, para o contexto do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS, era o fato de um doutorando da área de Práticas Interpretativas apresentar-se em um dos seus recitais curriculares obrigatórios predominantemente com obras compostas por colegas da área de Composição. O recital foi bem recebido e bem avaliado pela banca examinadora. Os comentários foram ótimas contribuições para a continuidade do trabalho e futuras performances da peça.

Compondo música-como-teatro em "O Espelho"

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Em O Espelho , composição minha estreada em abril de 2017 (vídeo abaixo), dois performers executam múltiplas fontes sonoras e vocalizações. A peça desenvolve uma dramaturgia inspirada pelo conto homônimo de Machado de Assis, com fragmentos de textos do próprio Assis, de Shakespeare, Longfellow e Perrault. A montagem de estreia foi interpretada por Heitor Oliveira e Aline Martins, contando também com iluminação cênica de Charles Nunes. A problemática colocada em questão nessa composição é o lugar da mimésis , ou seja, da representação nas minhas propostas cênico-musicais. Em experiências anteriores constatei que, uma vez colocada em jogo uma teatralidade, a apresentação (performance musical) passa a ter, quase inevitavelmente, uma dimensão de representação. A tomada de posição estética que leva à montagem que resultou em O Espelho consiste em assumir papel mais ativo nesse processo e se concretiza como aproximação da composição à dramaturgia. Não se trata de retomar uma estrutur...

Estreia em Porto Alegre-RS

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Apresentações para público reduzido (até 40 pessoas) Distribuição de senhas a partir das 18h, na portaria da BPE/RS Entrada franca As Gerações dos Mortais Assemelham-se às Folhas das Árvores é um sarau para pianista e assistentes, com música de Heitor Oliveira e textos de Homero, Dante, Camões e Shakespeare. Concebida especialmente para ser realizada no Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul, a peça dialoga com o espaço e inventa relações entre leituras de passagens literárias clássicas e a criação musical contemporânea. Fruto de uma colaboração entre o pianista Dario Rodrigues e o compositor Heitor Oliveira, a estreia de Gerações abre as comemorações de aniversário da BPE/RS, que segue com intensa programação musical ao longo de todo o mês de setembro.

Composição como dramaturgia?

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Ao explorar a fronteira música-teatro, compositores da música de concerto pós-1960 deparam-se com a sensível questão da representação, ou seja, do significado atribuído às pessoas, objetos e ações no espaço cênico da performance. A preocupação de   Aperghis , por exemplo, é com a interferência dos sentidos teatrais na experiência de escuta. Defende que a apreensão de soluções teatrais muito evidentes dá à recepção um caráter estático. O ouvinte/espectador contenta-se em solucionar o enigma, ao decifrar o que cada figura representa. As indicações do compositor grego em diversas de suas partituras e, especialmente, em obras como 7 crimes de l'Amour (1979) e Retrouvailles (2013), demonstram que não se trata de uma proposta para rejeitar a representação, mas sim de uma pista sobre sua abordagem ao lidar com ela. Aperghis constrói situações que parecem reais, mas que perdem sua realidade devido às manipulações composicionais da voz e dos gestos. A questão é a persistência ...

Invenção de relações entre música e cena: além da gestualidade da execução musical

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Em entrevista concedida a Jean-Yves Bosseur em 1971, Mauricio Kagel afirmava que, muitas vezes, a concepção de uma obra musical parte da imaginação de uma situação. Entende que situações entre músicos são musicais em sentido teatral, sendo possível compor essas situações antes mesmo que uma concepção sonora esteja prefixada. Georges Aperghis expressa ideia semelhante, quando afirma que se propõe a inventar formas de relação entre música e teatro distintas daquelas herdadas da ópera ou do concerto. O campo aberto pelas reflexões desses dois expoentes do teatro instrumental e teatro musical pós-1960 envolve dimensões como o espaço cênico, a ressignificação do músico como ator e a dramaturgia da performance. A ressignificação do músico como ator, tema dessa postagem, passa pela gestualidade da própria performance instrumental ou vocal e pode ir além, com a inclusão de ações não vinculadas à execução musical. Refiro-me, por um lado, a inserções efêmeras e submetidas ao fluxo sonoro, ...

Oficina "Música-como-teatro: gestos e sons em cena"

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A oficina Música-como-Teatro: Gestos e Sons em Cena tem como objetivo desenvolver a relação entre musicalidade e teatralidade a partir da inserção da execução musical no espaço cênico, da exploração de suas visualidades e gestualidades e da construção de quadros de referência para a construção de sentidos.  Assim, concepções construídas na prática de composição escrita de Heitor Oliveira são a daptadas para uma prática de improvisação e composição em ato, coletiva e colaborativa. Este Breve e Belo Sonho Torto (25 de junho de 2017), foto de Tales Monteiro O ponto de partida são jogos de interação e exercícios rítmicos e sonoros de natureza cumulativa e polifônica, inicialmente acessíveis e gradativamente cheios de possibilidades para composição e encenação. Critérios e procedimentos da composição musical são extrapolados para a composição cênica, fundamentando a organização e o direcionamento das ações. A flexibilidade dos exercícios e conceitos trabalhados permite integrar ...

Pré-estreia no Salão Mourisco

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Este final de semana, estou junto com o colega Dario Rodrigues realizando a pré-estreia de "As Gerações dos Mortais Assemelham-se às Folhas das Árvores". Trata-se de um sarau para pianista e assistentes, com leituras de Camões, Dante, Homero e Shakespeare. O destaque da experiência tem sido o espaço que escolhemos para criação da peça, o Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul. A arquitetura e a decoração, que inclui bustos dos quatro poetas, criam um ambiente evocativo. O piano é ótimo e a acústica, privilegiada. Estamos agradecidos à direção da biblioteca por ceder o espaço e aos colegas que participaram do laboratório, já que a peça inclui participação do público e sem sua presença não seria possível realizar os testes necessários.

Meu novo endereço

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Estreando novo espaço profissional na web. A intenção é centralizar links e informações dos diferentes projetos nos quais estou envolvido, apresentando uma perspectiva pessoal da trajetória e do dia-a-dia como compositor, docente e pesquisador. O Espelho (26 de abril de 2017), foto de Flaviana OX SEJAM TODOS BEM-VINDOS!