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Mostrando postagens de março, 2018

Compor é uma coisa, falar sobre isso é outra!

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Em ensaio publicado originalmente em 1960, o compositor estadunidense Elliott Carter comenta os objetivos expressivos e os procedimentos técnicos da música que compunha à época, especialmente o seu primeiro quarteto de cordas (ver vídeo ao final da postagem). Carter faz questão de iniciar o discurso apresentando suas reservas sobre a capacidade do compositor de comentar de maneira relevante sua própria música. Quando eu concordei em discutir os procedimentos rítmicos que eu uso na minha música, eu tinha esquecido, por um momento, as sérias dúvidas que tenho exatamente sobre esse tipo de discussão quando realizada pelo próprio compositor. Que um compositor possa escrever música que se considera de certo interesse não é, obviamente, nenhuma garantia de que ele pode falar sobre ela de maneira esclarecedora. É especialmente difícil para ele ser claro porque inevitavelmente suas composições são o resultado de inúmeras escolhas - muitas inconscientes, muitas conscientes, algumas feitas ...

Combustível para a imaginação

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O planejamento já existia. A divulgação estava programada para setembro. Mas as ideias, mesmo quando estão apenas em nossa cabeça, já começam a reverberar e a se materializar. Foi assim que hoje aconteceu, de forma improvisada e imprevista, o primeiro encontro da Oficina de Criatividade Sonora da UFT, futuro projeto de extensão, ainda sem registro formal, que funciona como ponto de encontro, reflexão e prática para cancionismo, composição, arranjo, improvisação e desenho sonoro. Leia uma breve descrição do projeto aqui . A conversa com o cancionista Norberto Noleto foi agendada despretensiosamente e revelou-se, afinal de contas, inevitavelmente, como primeiro evento da OCriS. Pausa para comentar o nome: segue a tradição da UFT de siglas que formam palavras, porém de maneira um pouquinho mais enigmática. Ocris, do latim, montanha rústica, pedregosa. Isolamento do criador? O tempo que leva para chegar às suas formas? Ver tudo de cima? São muitas as analogias possíveis com o process...